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3.3.11

Fica comigo


Não podes, não podes ir! O meu coração vai gelar, o céu vai ficar negro, os corvos vão pairar em todo o lado, o mundo vai entrar em depressão e as trevas vão-se apoderar de mim... O que vai ser de  mim sem a minha fonte de luz, de alegria, de vida? O que vai ser de mim sem ti? Esses generais desses exércitos da morte certa não vão notar a falta de um. Então para que ires? No quero fazer parte das mulheres que desesperadas vão dar, ao cais, um ultimo beijo ao seu amado e ficar anos com a esperança na cabeça e o coração nas mãos, á espera de saber o que é feito de ti ou quando vais voltar. Não quero, não tenciono e vou fazer de tudo para que não vás! Eu não ia aguentar viver cada segundo desses eternos anos, que parecem nunca acabar,  sem te ter ao meu lado, sem te ver a ler o jornal ou a fumar o teu cigarro antes de dormir. Meu amor, não podes ir para essa guerra tão perigosa que o Estado insiste em criar por causa daquelas colónias. Não em tempos tão complicados que vão deixar desespero e saudade na minha cabeça e coração. Não vás. Fica comigo.

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