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14.2.11

Espero eu...

E quando nos desiludem?  Pois, depende de quem for. O problema é quando a pessoa que nos desilude é a última pessoa que nós pensariamos que o ia fazer. E assim aqui fiquei, a roer palavras de desapontamento para dentro, a chorar de nervos e a pensar como fui ingénua...
Paro todo este conjunto de acções e vou para a varanda, ver o por do sol. Molhei os pés no resto de chuva  que ainda estava no chão a fazer poças. Sentei-me, acendi o cigarro e encostei-me à janela ainda molhada também. Só via os restos de sol e o fumo a sair da minha boca... E pensei que apesar de sentir tudo aquilo não o conseguia dizer áquela pessoa. Tal como uma grande amiga me disse, há coisas que nós não conseguimos dizer  por mais que queiramos, exactamente por essa pessoa ser demasiado especial.
Ai senti-me calma. Amansei os nervos e aquela espécie de raiva e deitei-me na cama para adormecer: Secalhar exagerei... ou secalhar não, foi só uma reacção natural.
Só espero que não volte a acontecer. Espero.

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